O internauta colabora

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Esclarecendo sobre a Estrada

 

 

 

É engraçada esta vida.

Mui estranhos os viventes.

Sempre atulhando as mentes

Com choradeira comprida,

Reclamação repetida.

E se um dia seu pedido

Vier a ser atendido,

De vereda o quera esquece

E nunca que agradece

O serviço recebido.

 


Pois há pouco reclamei

Que lá na nossa entrada,

Já não se tinha estrada

E até foto publiquei.

Mas minha língua queimei.

Tive uma baita surpresa:

A esperança inda tá acesa.

Pois não é que o Faustão

E sua equipe estão

Peleando que é uma beleza?


E aqui fica o apelo

Para que esta arrancada

Siga por toda a jornada.

Que este seja o sinuelo,

Que sigam com muito zelo

E quebrem a tradição,

De só fazer varrição

Se a vassoura nova é

E não nos deixem "de a pé"

Té a próxima eleição!!! ...

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sábado, 20 de fevereiro de 2021

O Lobo Virou Estrela

     

   


 

    O cidadão  da direita era o Lobo, cachorrinho flor de arteiro, brincalhão e amoroso, que junto com sua irmã, a Mel,  alegrava os dias dos chacareiros, suas netas, visitantes e todos que vinham por aqui.

Nesta foto os dois manos devem ter uns três, quatro meses.

 


         Aqui o "Alemão" fazendo a alegria dum cachorreiro americano, nosso sobrinho, em dezembro de 2020.

         Como deu para ver, na família o amor por cachorros se transmite por gerações.

         E eles, os cuscos chegam na vida da gente, meio como quem não quer nada, vão nos conquistando, nos amando, demonstrando seu carinho e lealdade e, quando vimos, somos prisioneiros desse amor.

         Está certo que existe gente que não gosta de bichos, que não suporta cachorros. Também está certo que tem gente que não gosta de gente e, às vezes, nem de si mesmo. Aliás, quase sempre quem não gosta de animais, não gosta muito de pessoas e, lá no fundo, nem daquela entidade carrancuda e infeliz que o espelho reflete todos os dias.

         Mas o blogueiro gosta de bichos, de pessoas, e, por que não, de si mesmo, com todas as deficiências, defeitos e, quem sabe, algumas qualidades. E por gostar de bichos, gostava do Lobo, o "Alemão", por causa da cor dos olhos, meio claros e do focinho "ruivo".

         Como todo cachorro novo era brincalhão, arteiro, e, na chegada de seu primeiro ano, ainda gostava muito de fazer correrias com sua irmã, brincando de "pega-ladrão" ou de "esconde-esconde". Nessas correrias, volta e meia atropelavam as flores e folhagens da dona patroa, mas nem ela, nem eu ligávamos muito, pelo ar de felicidade dos dois na hora de suas aprontações. Eu, que fui piá pra lá de arteiro me identificava muito com essas duas crianças de quatro patas, dando alegria e renovando a esperança numa vida feliz, apesar dos tempos bicudos com Covid, corrupção, governo meio atrapalhado, STF, políticos e assim por diante.

         E a vida ia "nos levando", aos trancos e barrancos, mas, dentro dum balanço favorável ao lado feliz e realizador.

         Mas, sempre tem um mas, nem tudo são flores na travessia dessa fagulha da eternidade que é nossa insignificante passagem por esse mundo. A felicidade também trás suas tristezas, suas dores, suas perdas.

         E no sábado passado  fui presenteado com uma dose enorme dose de sofrimento,  angústia e sensação de impotência.

         Aconteceu assim:

         Estava trabalhando umas fotos no computador, uma tarefa cansativa e exigente. Fiquei horas sentado, com o  olhar fixo na tela do notebook e, lá pelas tantas, resolvi que era tempo de dar uma relaxada, espairecer um pouco, descansar os olhos e o material pensante.

         Quando abri a porta que sai da cozinha para a varanda, fui recebido não com a costumeira alegria do Lobo, mas ele veio com um jeito de quem estava sonolento, recém saindo duma merecido descanso. Só que veio cambaleando, em movimentos descordenados.

         Acima do olho direito uma pequena mancha de sangue.

         "Mordida de cobra," pensei, apavorado.

         E aí notei o inchaço iniciante no focinho e bastante forte no pescoço a ponto da coleira estar esticadíssima. Corri para dentro de casa e voltei com uma tesoura a fim de cortá-la, para evitar o sufocamento do bichinho.

         No pavor, sem ter o soro anti-ofídico em casa, lembrei-me do "Fenergan" humano, que temos sempre, pois sou alérgico a abelhas e pensei que o anti-histamínico pudesse atenuar os efeitos do veneno da cruzeira enquanto fosse à cidade correndo, para buscar o soro.

         E ao entrar em casa, para pegar o medicamento o Lobo fez uma coisa que nunca fizera, porque sempre foi ensinado a não entrar por todos os cômodos, apenas um acesso bem delimitado de mais ou menos um metro para dentro da cozinha e nada além disso. Pois ele seguiu-me até um dos quartos, onde, num armário, guardamos os medicamentos em local alto e de difícil acesso para crianças.

         Aquilo me comoveu e me alarmou. Se ele transgrediu o treinamento recebido é porque realmente estava mal e aquela entrada casa a dentro era um apelo: "Tchê, não me abandona, estou muito mal! Fica perto de mim, pois acho que não escapo desta!"

         O pior é que estava sozinho em casa e não sabia como fazer para prosseguir o socorro: se o levava direto junto ou se, após ministrado o Fenergan, que o tranquilizaria, iria com a maior rapidez possível buscar soro e outros medicamentos. Levar  implicaria em mais perda de tempo, providenciando sua acomodação no carro e o prejudicaria ainda mais pela exposição ao calor, que era forte naquele dia.

         Se foi acertada ou não, a decisão foi de ir acelerando o que desse e voltar imediatamente, para poder ficar monitorando o efeito dos medicamentos.

         São quinze quilômetros até a cidade, sendo dois em estrada muito do mal cuidada, de terra, com duas porteiras pra abrir. No mínimo trinta minutos ida e volta, isto sem contar com o tempo de ir a alguma agroveterinária, comprar o soro e outros medicamentos.

         E já ia planejando  pedir atendimento preferencial, pegar os remédios e passar noutro dia para fazer o pagamento, pois no caso cada minuto era precioso.

         Como faz anos que sou cliente da Equivet, onde sempre recebi bom  atendimento, fui direto para lá, até porque um de seus proprietários é veterinário. Para complicar havia uma fila de três outras pessoas do lado de fora, por causa das determinações preventivas à contaminação da Covid.

         Expliquei o caso da urgência aos que se encontravam ali e prontamente cederam o lugar.

         Entrei, mas estavam todos atendendo clientes, o que era de esperar. Ao ver a sócia-proprietária, apelei para ela:

         - Estou com uma emergência: meu cachorro foi mordido de cobra e preciso de soro e/ou outro medicamento para aplicar.

         Surpreendentemente ela, que sempre atendeu a mim e pessoas da família, com toda atenção e delicadeza, e isso durante catorze anos, respondeu:

         - Estou atendendo!

         Respondi:

         - Sim, estou vendo, mas repito que meu cachorro está morrendo e estou tentando salvá-lo. Pelo menos me diz se tens o soro.

         A resposta foi curta e incisiva:

         - Já lhe disse que estou atendendo!

         E continuou a pesar  ração para uma cliente.

         Redargui:

         - Muito obrigado pela gentileza e compreensão.

         Alucinado pela urgência, meio sem saber o rumo a tomar fui a uma outra agropecuária, a Pampa, onde compro  bem menos, até porque faz uns quatro anos que abriu.

         E a preocupação era: se onde sou freguês antigo, fui tratado desta forma, será que também não me darão a preferência?

         Tive sorte e tinha apenas um cliente saindo quando cheguei. Expliquei o caso e, para complicar tudo, a resposta foi:

         - Seu Vilsom, ontem vendemos os últimos medicamentos para o caso de ataque de cobras. Foram três cachorros e um cavalo. Os cachorros todos morreram e o cavalo está feio de vida.

         - Não tens nada, nada, nem uma dose de soro?

         - Ah, me parece que de soro e apenas o soro ainda tenho um kit.

         Felizmente confirmou-se a última dose.

         Paguei e voltei às carreiras para casa, a fim de atender o meu amigo.

         Imediatamente apliquei o soro e fiquei monitorando.

         Inicialmente pareceu que o soro iria bloquear a ação do veneno pois o inchaço pareceu estacionar e o Lobo respondia aos chamados, até conseguia erguer-se, sacudir o rabo.

         Na verdade, era apenas o meu desejo querendo que tudo ficasse bem.

         Durante a tarde do sábado o inchaço pareceu progredir pouco.

         Na entrada da noite, dei-me conta do sintoma assustador: a cabeça e o pescoço apresentavam o mesmo inchaço que teve uma outra cadela, a Shana, também mordida por cruzeira e que morreu.

         Resolvi que passaria a noite monitorando o Lobo. Até meia noite ele ainda dava sinais de consciência pois abanava o rabo quando era chamado, mas já não conseguia erguer-se. Como já tinha dado a dose máxima de anti-histamínico, não quis superdosar, temendo um choque.

         Ali pelas duas da madrugada, sua respiração era acelerada e ofegante num momento e, a seguir, fraquinha, quase imperceptível.

         Já não alimentava esperança de salvá-lo. Só restava esperar mais umas duas horas, para poder aplicar um pouco mais de anti-histamínico. Sabia que no seu estado de fraqueza, era arriscado, mas era a última chance. Também sabia que, em caso de complicação, o Fenergan iria livrá-lo de maior sofrimento, no seu final.

         Quando julguei que já havia decorrido tempo suficiente desde a última aplicação, dei-lhe o reforço do Fenergan, numa tentativa desesperada de salvá-lo, pois sua respiração era ofegante demais, com um ronco e logo depois enfraquecia muito.

         Depois de aplicada a injeção, fiquei acariciando meu Lobo, o cachorro arteiro que não podia mais se mexer.

         Enquanto o acariciava, conversava com ele como sempre costumava fazer e tentava transmitir força e coragem.

         Espero que tenha ouvido minha voz e que meu carinho o tenha acompanhado no seu último suspiro.

         Aí pelo céu dos cachorros, há de haver alguma touceira de orquídeas ou outra folhagem para receber teu esbarrão, nas brincadeiras de pega-ladrão e esconde-esconde. Dizem que aí tem um Santo, um tal de Francisco, que não fica brabo com cusco arteiro e que fala com os bichos uma barbaridade.

         Diz pra ele que mandei um abraço e espero não ter mais que ficar chorando a perda de meus amigos, não importando o número de patas.

         

        

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Estrada na Palma

 Estrada de Acesso a Três Produtores Rurais e Uma Empresa Prestadora de Serviços Está em Péssimo Estado

   Fotos feitas dia 1° de fevereiro, antes da última chuva. 


    Com os 50 mm da última chuva, deve ter piorado muito. 

      Esta estrada normalmente fica abandonada por quatro anos. As únicas "patroladas" que recebe é quando se aproximam as eleições.

      Pegando a penúltima eleição, tivemos uma passagem ainda na antiga administração do Fernando Pahim, meses antes do pleito. A seguir, quando o "Gordo" assumiu temporariamente, fomos premiados com uma segunda arrumação em menos de seis meses.

   Depois, na administração do Paulinho, cumprindo a sina, a tal máquina misteriosa só apareceu quando? Isso mesmo, um pouquinho antes da votação. 

   Luís Antônio, Secretário e Vice-prefeito, Fernando Pahim - Prefeito,  que tal tornar a exceção uma regra, isto é, conservar periodicamente nossas estradas?

   Claro que as chuvas estragam estradas. Agora, se nunca receberem manutenção ou somente a cada quatro anos, é claro que a situação fica uma verdadeira calamidade.

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Tempo

                           Tivemos 50 mm de chuva até esta manhã.



  Pelo semblante  do tempo, dificilmente teremos chuva hoje. O Minuano já está soprando, a temperatura caiu para 18°. No máximo algumas pancadas isoladas. O vento deve ser forte. 

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Agradecimento Atrasado - Ao Lourenço Daniel Zanardi

 

                Esclarecimento: este agradecimento estava programado para ser enviado  ao Zanardi, assim que tivesse condições de lê-lo, pois estava traqueotomizado e tive notícias de que ele estava melhorando. Mas a ceifeira nos traiu e foi mais ágil. Queria muito, mesmo com 52 anos de atraso, reiterar-lhe que nunca esqueci o apoio recebido. Claro que na época fiz meu agradecimento, mas desejava que ele soubesse que nunca esqueci aquela demonstração de carinho e amizade genuínos. 

             Corria o ano de 1969 e um sujeito palhação, aprontador e até meio indisciplinado resolveu inscrever-se num concurso de oratória que era promovido anualmente no Instituto Adventista Cruzeiro do Sul, de Taquara - RS.

            Dito adolescente tinha dezessete anos, alguns anos mais jovem do que os demais concorrentes, estes, na maioria, cursando o último ano do segundo grau. Como se sabe, na adolescência, dois ou três anos a mais ou a menos representam uma diferença abissal. Por isso niguém levava fé no dito cujo concorrente.

            Mas houve um sujeito, não concorrente, mas também com seus dotes de orador, como se verá, que resolveu acreditar no "Ludovico", apelido dado pelos colegas por dois motivos: primeiro, era irmão do também apelidado "Professor Pardal", que realmente lecionava em tal Instituto e, segundo,   por viver sempre inventando e aprontando artes.

            O desacreditado concorrente, para completar, iria comparecer ao solene concurso, onde todos se vestiam com o que de melhor dispunham, num traje meio bizarro, terno  gravata e, destoando, com um pé de sapato e outro de chinelo-de-dedo. Tal "fantasia" era forçada por um furúnculo num dos dedos do pé, coisa muito comum nessa fase da vida.

            Além de ser o mais jovem, aloprado que nem o Prof. Ludovico, para completar, capengando de um pé ... Tudo preparado para que o referido concorrente fosse o último colocado, na falta duma classificação pior ...

            E o tal Ludovico realmente sentiu o peso da responsabilidade e estava inseguro, de fato. Por isso procurou aconselhar-se com um colega de mais idade, dois anos de estudo a mais, orador de sua turma no Científico e do Clube José Amador dos Reis, clube este, que buscava incentivar estes e outros talentos da rapaziada.

            - Olha, não tenho nenhuma atração especial, não trago material ilustrativo ou qualquer recurso que aumente o impacto de meu discurso. Tô bem desanimado.

            O então vice-preceptor do colégio foi categórico:

            - Não senhor, tu vais é mostrar pra eles o teu talento. Eu te conheço e sei que tens condições de ganhar este concurso ...

            Vindo de um sujeito três anos mais velho, orador em duas associações (turma de formandos e clube de incentivo a novos talentos), aquilo já me deu uma certa esperança.

            - Tchê, a única forma de eu impactar mais do que eles, com suas ilustrações, experiências e outros recursos é não ler o discursinho. Falar no peito e na raça, mas tenho medo de me atrapalhar, esquecer parte da fala e acabar fazendo fiasco.

            Ao que respondeu:

            - Que fiasco, que nada. Tu não é o Professor Ludovico? Todo o cientista louco tem boa memória. Confia nela e deixa o papel no bolso. Se te apertares, puxa o dito e começa a ler dali em diante. Nada de errado nisso.

            - E como vou saber se o volume da voz, a entonação, os gestos estão bons?

            - Vamos combinar o seguinte: eu sento num local de tua fácil visualização. Mão com a palma para baixo, à meia altura - estás te saindo mais ou menos. Se tiveres que falar mais alto, mão com a palma para cima e subindo. Se estiver tudo bem, dedo polegar no tradicional positivo.

            - Certo. Estamos combinados.

            Chegou a hora e lá me fui, capengando, suando até pelas unhas,  de nervoso, inseguro se devia ou não puxar o papel e ler minha fala, como todos os demais.

            - Excelentíssimo Senhor Diretor desta Escola - comecei, sem o papel e fiz toda a saudação sem o amuleto.

            Resolvi bancar o corajoso e larguei o primeiro parágrafo no peito, na raça e na memória ...

            "Guardada com carinho num canto ..."

            E o pessoal aguardando que o Ludovico puxasse o papelucho-cajado salvador.

            Mas que papel que nada. Segundo, terceiro, quarto parágrafos e nada do guri sacar do papelório.

            Só que o público e os jurados não contavam com minha/nossa astúcia: é que desde o início, havia um sujeito enlouquecido na assistência, que não fazia um mero gesto de positivo com uma das mãos. Começou com a mão direita erguida, depois juntou  a esquerda e, para que não pairasse dúvida sobre a excelência de meu desempenho oratório, não se conteve e ficava de pé seguidamente, com as duas mãos positivando!

            Com tal dose de entusiasmo, me enchi de brios e prometi para meus botões e chinelo-de-dedo que não puxaria do papel nem que chovesse canivete.

            Lá pelas tantas, esqueci uma parte do discurso, mas lembrei-me do que tratava. Me atraquei no improviso e, justo em  parte onde havia umas frases no imperativo, conjugação verbal mui problemática. Mesmo assim não errei e, para minha sorte, o branco passou.

            O sujeito não parava de erguer-se e positivar meu desempenho invectivante sobre os terríveis malefícios do álcool.

            Não fosse aquele apoio incondicional, público e assumido, tenho minhas dúvidas sobre o resultado que veio depois:

            O desacreditado "piá arteiro", palhação, aloprado deu um "chocolate" nos concorrentes.

            A galera gostou tanto do resultado que este escrevinhador/orador, foi conduzido pelos demais colegas em delírio, erguido nos ombros da rapaziada até o dormitório, coisa que nunca acontecera nem se repetiu depois.

            Não, não pensem que estou aqui para me vangloriar: tenho absoluta certeza de que aquela vitória  teve um único responsável:

            LOURENCO DANIEL ZANARDI

          Que foi apoiar outros amigos em algum lugar do Universo no dia primeiro de fevereiro de 2021.


Zanardi é o do centro, de pé


Como se vê, foi orador de sua turma, tinha como alvo cursar Medicina, o que realmente fez. Salvou muitas vidas e possivelmente tenha sido infectado pelo Coronavírus tentando salvar outras. 



Daniel é o terceiro da esquerda para a direita. Também orador. 

Este discursinho só venceu o concurso graças ao incondicional apoio do amigo que foi chamado antes da hora. Daniel: continua  salvando vidas. Se sobrar um tempinho apoia algum adolescente inseguro nalguma disputa oratória!


domingo, 31 de janeiro de 2021

Azar dos Outros



   Praça Borges de Medeiros - São Vicente do Sul, ontem, sábado, 30,  às oito horas da manhã. Fotos de Vilsom Barbosa - todos os direitos reservados. 

 

         Em São Vicente do Sul parece que o tal de vírus mandou-se a la cria. Ninguém está preocupado com o número de casos ativos, casos confirmados, mortes, tipo de bandeira.

         Estamos em plena bandeira vermelha, mas para a maioria da população, a bandeira é branca, ou outra cor que "libere total". Nisso é o que sou forçado a acreditar, se for considerar o comportamento do nosso comércio, por exemplo.



         Tive que fazer umas compras indispensáveis, coloquei a máscara e fui, confiado de que os comerciantes, seus gerentes, empregados e balconistas também estariam preocupados com a segurança e saúde dos clientes.

         Mas qual não foi a surpresa quando,  ao ser atendido, ou ninguém usava máscara,  ou apenas alguns balconistas a usavam e, boa parte deles com a máscara cobrindo apenas o queixo ou a boca ... Parece que o vírus não sai pelo nariz ...

         Estive em vários estabelecimentos, desde material de construção, peças, prestação de serviços, etc.  e o cenário era sempre o mesmo. Lamentavelmente a lei protege os descumpridores da mesma e não se pode divulgar o nome dos que não têm o mínimo de empatia, respeito e consideração ao próximo.

         Alguns se acham acima de qualquer risco ou perigo, confiados  na sua juventude, boa saúde e, também por  arrogância. Mas se esquecem de que muitos jovens saudáveis  foram levados pelo corona.

         Seria pedir muito, o respeito, a consideração, a empatia, o amor ao semelhante, através de um ato tão simples e necessário?

         Se você não está ligando para sua saúde ou vida, problema seu, mas tem quem se preocupe com a saúde própria e de seus familiares.

         O seu comportamento irresponsável pode custar uma vida.

         Ah, e esta vida pode ser a sua ou de um familiar seu. Você não ama seus pais, seus avós, seus tios e outros familiares e amigos do grupo de risco? Você quer ser o culpado por sua internação, sofrimento e provável morte?

         Tenho certeza que não! Caso contrário o seu lugar não é no convívio comunitário.

         Fico pasmo com a inércia das autoridades. O desrespeito às determinações é escancarado e só não vê quem não quer.

         A Vigilância Sanitária, a  Promotoria, a Polícia, a Brigada Militar, todos podem colaborar e exigir a cumprimento das medidas impostas.

         Por que não o fazem, não sei dizer.

         O que sei é que o número de casos ativos e óbitos, considerando o tamanho e a população do município, é alarmante e as possibilidades de contágio realmente existem.

         Espero, sinceramente, que a população repense suas atitudes, independentemente de medidas coercitivas e una-se na preservação da saúde de cada um e de todos.




PRECE GAUDÉRIA

 

Tem gente que não se emenda.

Maula que não tem jeito.

Isso não está direito.

É preciso que se entenda.

E que cada um aprenda

Que a vida é o bem maior,

Dom de nosso Senhor.

E o  triste é que muita gente,

Ou por ruim ou descrente,

A ela  não dá valor!

 

Enquanto chego a cambona

Mais pra pertinho do fogo,

Pro Patrão faço meu rogo:

"Me livra do tal Corona

Que deste mundo se adona!"

E apelo em última instância:

"Acaba com a arrogância

De quem dos outros  não  gosta,

Nem de si, e que esse bosta

Se afogue na ignorância!"

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 Foto do Dia

   

   Entardecer neste domingo, na Palma, região Metropolitana de São Vicente do Sul. Foto de Vilsom Barbosa - direitos reservados. 

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Choveu de Fato!

Foram 75 mm em menos de duas horas, no domingo à tarde. 


   Foto feita logo após a chuva.

   E as previsões indicam mais chuva para esta e próxima semanas.

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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

30 mm de Alívio para São Vicente do Sul

    Veio a chuva, felizmente. Foram 30 mm na Palma - região metropolitana de São Vicente do Sul.

   Essa quantia de chuva não dá para juntar água, nem encher os rios, mas é uma preciosidade para a agricultura do Centro do RS.

   Segundo a maioria das previsões, no final de semana teremos outra frente fria trazendo mais um pouco de umidade para nossos campos e lavouras.

   O dia terminou assim:


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Pajada do Desabafo



E se veio vinte e um.

Lá se foi dois mil e vinte!

Da maldade foi requinte.

Igual,  nunca vi nenhum.

Nem com rezas ou jejum,

Se afasta esse mal que agride.

Vem sem que ninguém convide.

Muita vida vai levando.

E muito maula negando

O perigo da Covid!



 

Não é como a mídia fala,

Mesmo assim o causo é feio.

A gente procura um meio

De conseguir afastá-la,

Mas a doença não se abala.

Traiçoeira, disfarçada,

Na moita entrincheirada,

Esperando seu momento.

E quem não tá cem por cento

Tá em carreira mal atada.

 


Mas não sei o que é pior:

Doença ou politicagem?

Continua a ladroagem

Seja no nível que for.

E o povo, sofredor,

Esperneia e se assusta.

Bombeia, mas a crer custa.

Pede alguém que  dobre a crista

Do paulista calça justa ...

 

E prossegue a velha história

"Vamos seguir a ciência!"

Não me torrem a paciência.

Não sou índio sem memória.

Não se enxerga escapatória:

Mandam em casa ficar,

Até que lhe falte o ar.

Quem esta besteira diz

Pior é que a meretriz.

Essa,  a ninguém quer matar ...

 

E não abriram hospitais?

E não compraram caixões?

Não buscaram caminhões?

Nisso não falam mais

Os graúdos,  maiorais.

Hospitais foram fechados.

Caixões tão armazenados.

Pra onde é que isso aponta?

Nós vamos pagar a conta

Desses maulas emplumados.



 

Que lá de riba, o Patrão

De tudo quanto é estância,

Extermine essa ganância

E, talvez, junto o ladrão,

Que do pobre rouba o pão.

Que os gatos  no governo

Tenham por prêmio  eterno,

O criar chifre e rabo

Pra sempre matear co' diabo

Nas profundezas do inferno!