O internauta colabora

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domingo, 30 de agosto de 2026

A Recusa do Imóvel pela Corruíra - 30/08/26


    Vídeo contendo pajadinha (verso gauchesco) sobre o causo duma corruíra que recusou moradia ...@humor

   



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Deoclécio, o “coach” do Alegrete - 30-08-2026

 

                                    Deoclécio, o “coach” do Alegrete

 

            Pois dizem que no século passado havia lá pela capital do Rio Grande, um retratista de corrida de auto que, pelo seu incontestável “talento e atualização de equipamentos”, era o preferido de 99,9 por cento dos pilotos de carreira de auto, até das baratas. Como as câmaras que usava não eram assim, digamos, as mais modernosas, como seus métodos de anotações e planilhas de quem já fora ou seria fotografado naquela corrida também eram do tempo da pedra lascada, um desinfeliz teve a ideia de apelidar o retratista de “Lambe-Lambe”. Como os “Nutella” não sabem, “Lambe-Lambes” eram aqueles fotógrafos de praças, que ficavam tirando retrato ao ar livre. Quando lhes faltava água, na pressa, em algumas etapas de revelação dos retratos, usavam a saliva  (cuspe para os sem frescura) e lambiam as fotos para a distribuição do líquido ficar homogênea.

            As fotos não ficavam o suprassumo da tecnologia de então, mas que duravam até um ano, ah, isso duravam ...

            O tal “Lambe-Lambe”  fazia umas fotos não muito ruins, tendo efetuado a documentação de todas as corridas de velocidade da década de 80 e início de 90. Como o sujeito tinha um certo preparo intelectual e sabia acolherar as letras e ajojar as palavras em frases, lá pelas tantas foi convidado para escrever a penúltima página dum jornal especializado, o “Esportemotor”.

            Era tal página mais voltada à abordagem das pencas motorizadas sob um ângulo mais humorístico e irônico do que, propriamente, sério. E não é que agradava?!

            Lá pelas tantas o fotógrafo-escrevinhador, na falta de assunto, (e qual escritor já não enfrentou a situação?) inventou de criar em sua imaginação um sujeito bem gaudério, duma cidade bem raiz, para fazer parte do mundo automobilístico.

            Nasceu o Deoclécio, lá por 1986, um peão de estância que se apaixonou pelas corridas de baratinhas, quando o Nelson Piquet estava por cima da carne seca.

            Tanto o peão gostava de corridas que encasquetou que também seria piloto. A primeira coisa que fez, então, foi confabular com seu Ponciano, estancieiro louco de buenacho e pedir para dar umas tratoreadas, na hora de fazer alguma pastagem, transportar moirões e rolos de arame para um fundo de campo.

            - Só pra i me ambientando com as cosa!

            - Mas Deoclécio, tu é o melhor capataz que já tive e agora me vem querendo crescer que nem rabo-de-cavalo, pra baxo? Ora, virar tratorista agora, para adespoi ser piloto de Fórmula 1 ... Cada ideia ...

            - Mas patrão, não tô de brinquedo. Degavar nas preda eu chego lá!

            Como era homem da “velha templa” e já escasseavam os ditos pelo pampa a fora, seu Ponciano deu um jeito e autorizou o tratorista a começar alguns treininhos básicos com o capataz.

            Num tapa se mostrou taura nas tratoreadas e assim foi misturando trabalho de rodeios, marcações, banho de carrapaticida, cura de bicheiras, coisa e tal, com andanças de trator.

            E tinha mais, nem que a vaca tossisse que ele saía pro campo em manhã de domingo, na hora da Fórmula 1.

            - Les garanto, um dia eu chego lá.

                                                           ...

            Não chegou a tanto, mas não falhava a nenhuma “Doze Horas de Tarumã” e, por incrível que pareça, chegou até a participar duma delas, como piloto dum Chevette.

            Como ficou muito amigo do fotógrafo, por ser o retratista também piloto de avião, começou a se interessar pelos “aparelhos”. Andou até iniciando um Curso de PP, que  não chegou a terminar, mas aprontou algumas, inclusive um voo solo de Ipanema, o mais popular avião agrícola do Brasil.

            Mas o tempo passa, as pessoas que levam uma vida rústica, desgastam-se muito antes do que os povoeiros. O Deoclécio teve que abandonar as lidas de campo e, com as economias que fizera como capataz, comprou uma casinha na entrada do Alegrete, quem vem das bandas de Maçambará/Itaqui pela Estrada do Meio.

            O índio era grosso, mas nunca foi burro. Inscreveu no EJA (Educação de Jovens e Adultos) e, ao contrário do que muitos pensavam, foi pra já que conseguiu aprovação no II grau.

            Sua letra era feia como briga de foice no escuro, seu raciocínio escolar um tanto lento, mas sempre um pouco acima do esperado e, quando todos se deram conta o quera estava prestando vestibular.

            E não é que passou?

            Começou um curso de administração de empresas, mas não se emparelhou com as matérias e os professores. Como sempre foi um sujeito observador e gostava de analisar o jeito da peonada e, ainda, por estar de namoriscos com uma prenda vinte e cinco anos mais nova, estudante de psicologia, por influência dela e, segundo o “Lambe-Lambe, por medo de perder a prenda para algum frangote colafina, resolveu encarar a tal faculdade.

            Com sua prática de vida, com o tempo que tinha para analisar os parceiros de trabalho, começou a combinar o aprendizado campeiro com a teoria acadêmica.

            Para encurtar, o sujeito terminou o curso, mas não entrou para a área da psicologia propriamente dita, pois achou que havia um bom nicho de mercado neste negócio de “coach”.

            Por mera curiosidade ou não, o fato é que, num vapt-vupt, o seu escritório/consultório estava sempre atopetado de gente.

            Um de seus primeiros contratantes foi um fazendeiro/granjeiro que se endividou até a raiz das unhas, com cinco anos de seca nas lavouras e pastagens.

            - Doutor, tô numa pua braba. Se vendê metade das terra, ainda fico devendo a outra metade. Mas não sou de entregá a rapadura. Vou calçá o pé e achá um jeito de saí desse brete.

            - Por premero: não sou doutor. Fiz esse tal curso, mas continuo sendo um peão de estância e capataz que sempre deu atenção ao jeito com que cada um enfrenta as peleia. O Curso só me deu a certeza de      que quagi tudo que eu sabia tinha respaldo intelectual-científico.

            - Esse tal de “coche” de que tanto falam, nada mais é do que um sujeito de tutano que não se afroxa assim no más. E tenta passar pros otro o mesmo jeito de continuar peleando.

            - Mas hombre, eu já não consigo dormi,  pensando no monte de conta que tenho pra pagá. Além do financiamento, tem uns adubo e defensivo que comprei direto com um amigo. Amigaço desde piá. Como é que eu vô deixa o homi pendurado no pincel?

            - Mas tchê, quem é que tem dinheiro a receber, ele ou tu?

            - Ele, claro, que espera que le pague o quanto antes. E como é que vô estraga uma amizade dessas?

            - Tem falado com ele?

            - Seguidito no más. Uma ou duas veiz por semana, pra toma uma cerveja. Mas eu fico até com vergonha de me deverti com um sujeito que espera um monte de dinhero que devo.

            - E ele se queixa de que não dorme dereito?

            - Nunca.

            - Então, bagual, larga de sê burro. Se ele que tem que recebê os troco dorme loco de bem, por que tu é que perde o sono?

            - Como diz aquele gordo, o Sérgio Cortella, tu não tá fazendo o teu melhor?

            - Mas claro que tô.

            - Taí, seu bocó, larga de sê imbecil, toma um gol de canha antes de dormi, pensa numa das guria lá da casa da luz roxa, esquece as conta. Foi tu que fechô as tornera do Céu e causou a seca? Não, não é? Te atraca a trabalhá, planta o que dé, paga o que pudé  e não me aparece aqui com essas chorumingança.

            Dizem que o “coatchê” seguiu os conselhos, deu chuva na safra seguinte, ele foi pagando aos poucos e, três anos, depois estava zerado, feliz da vida e, se alguém ousasse falar mal dum “coach” perto dele, era certo de sair, no mínimo, com o lombo riscado.

            E a fama do Deoclécio foi crescendo, crescendo.

            Acompanhe a evolução do peão, piloto de corrida e de avião que está ficando milionário com a dívida do agro gaúcho ...

 

           Qualquer dia desses o Lambe-Lambe-Retratista publica novo “capítalo” desta epopeia gauchesca que, dizem,  até já tem  cinco redes de TV interessadas em comprar o roteiro para produzir séries, novelas, filmes, essas “cosa”.

 

           

           

 

 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

12 de agosto de 2025 - Frio, Vento e Chuva - sem danos por enquanto

 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

12 de agosto de 2025 - Frio, Vento e Chuva - vídeo

 

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IMPORTANTE:
    Como a maior parte dos 300 acessos diários são dos EUA, Canadá e outros países distantes, agradeceria que os seguidores confirmassem os motivos por que me honram com o acompanhamento. 

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

10 de agosto de 2026 - Grêmio e Inter - Tempo

 Muito tempo depois,

Tanto Inter quanto Grêmio

Até merecem um prêmio,

Pois jogaram bem, os dois.

“É carreta atrás dos bois”!

Finalmente o esperado,

O futebol bem jogado.

Que prossigam nesta senda

Diversão e, ainda, renda

Pra Grêmio e pra Colorado!

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Tempo



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domingo, 19 de julho de 2026

Chuva Forte em S. Vicente do Sul, RS

 

Fortes Chuvas



 Entre oito e quarenta e cinco e meio dia, 82 mm. Ventos fortes, sem estragos. Queda geral de luz na Palma, S. Vic  Sul. Voltando a chover.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Bote Furado - Sobre o Fiasco Contra a Noruega - 5 de julho de 2026


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SÃO VICENTE PREPARADA PARA A FECOBAT DOS 150 ANOS

Texto abaixo gerado pela IA DO GOOGLE

A FECOBAT (Feira Estadual do Comércio da Batata-Doce) em São Vicente do Sul/RS ocorre entre os dias 09 e 12 de julho de 2026. O evento celebra a tradição agrícola e os 150 anos da cidade, destacando o tubérculo em diversas preparações. [1, 2, 3]
A feira oferece entrada franca, mas os ingressos para os shows principais custam R$ $40. As atrações incluem nomes como a Banda San Marino (dia 09), Vitor Kley e Mari Fernandes (dia 10), além do humorista Cris Pereira e a Banda Show Internacional New York. [1, 2, 3, 4]
Acompanhe as atualizações de horários e atrações diretamente no Instagram da 36ª FECOBAT ou no Portal Oficial da Prefeitura. [1]
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domingo, 5 de julho de 2026

Deu a Lógica - 07 de julho de 2026

 

                                      DEU A LÓGICA

 

         Na infância, adolescência e juventude sempre joguei futebol. Nunca fui um expoente no esporte, mas sempre dei o melhor de mim em disputas por mero divertimento.

         Era goleiro e dos bons. A prova é que quando estávamos na quarta série ginasial, acho que oitavo ou nono ano de agora, todos na faixa dos catorze aos dezesseis anos de idade, formamos um time de nossa turma, sem grandes pretensões.

         E fomos jogando, desafiando times de atletas experientes e, em teoria, muito melhores do que nós. A progressão foi tal que chegou a vez de desafiarmos o muitas vezes campeão da cidade de Santiago, o Municipal. Como eles sabiam que éramos um piazedo que nunca perdera uma partida, sempre arrumavam uma desculpa e nunca aceitaram jogar contra nós. Resumindo, chegou o final do ano e muitos dos colegas, inclusive eu, saímos da cidade e o time terminou sem nunca haver amargado uma derrota.

         Mas voltando à derrota de hoje, ver um sujeito que ganha milhões para brincar com a bola, errar um pênalti logo no início do jogo, é dose.

         Jogar futebol é, sem dúvida, um brinquedo e sempre tivemos exemplos de jogadores que jogavam com o mesmo prazer da criançada disputando uma pelada de pés descalços, em rua de paralelepípedo,

         O sujeito de hoje comunicou ao goleiro da Noruega onde iria bater, não por algum meio tecnológico moderno. Para piorar a coisa, usou sinal de fumaça, comunicação lenta, dando todo tempo do mundo para o goleiro escolher  o canto para onde voar. Deu no que deu.

         Acho, inclusive, que esse time aí foi longe demais. Não só por culpa dos jogadores: o futebol virou uma enorme máquina de fazer fortuna de privilegiados que deitam e rolam. FIFA, CBF, CONCACAF (é assim que se escreve?  - ou é com Bic?) são entidades arrecadadoras de fortunas e não há como negar que muita gente vive do futebol, sem jamais ter dado um chute ... Inclua-se aí boa parte da mídia.

         É vergonhoso ver um atleta que ganha num mês o que a esmagadora maioria dos brasileiros não ganha numa vida inteira, não ter a competência de fazer um gol de pênalti.

         E a prova de que o amor à camiseta pode compensar a falta das fortunas que correm por trás da indústria do futebol foi a Seleção de Cabo Verde. Em sua primeira participação em Copas, com atletas saídos de uma população de pouco mais de quinhentos mil habitantes foi muito longe, cobrando preço alto de países com enorme tradição futebolística.

         Seria como Caxias do Sul formar uma seleção capaz de chegar à fase do tudo ou nada.

         Os atletas que hoje pareciam estar ligando muito pouco para ganhar ou perder, teriam a consciência de devolver o enorme volume de dinheiro recebido para fazer este fiasco? A vergonhosa Seleção dos sete a um tomados da Alemanha, dizia que estava envergonhada, mas, ao que eu saiba nenhum daqueles mercenários devolveu um centavo. Sequer pensaram em doar o imerecido recebimento a instituições carentes.

         Em minha modesta opinião, jogador para ir à Copa devia ir apenas pelo amor à camiseta, por patriotismo, para defender as cores de seu país, sem interesses financeiros. Com certeza as disputas seriam muito mais heroicas e emocionantes.

         Desde o início tinha o pressentimento de que esse time que jogou hoje já tinha ido longe demais.  

         Todos sabiam que a Noruega não seria fácil. Esse italiano que é nosso técnico não sabia disso? Será que não exigiu treinos e mais treinos de cobrança de pênalti? Ou agiu como o técnico alemão desta Copa, cujo time errou três das cinco cobranças?

         Salientando que no mata-mata pênalti é situação mais do que previsível.

         Tenho para mim que o futebol virou uma máquina de fazer dinheiro e que há muito o que interessa não é o espírito esportivo, mas o financeiro.

         Bons tempos em que os campeões mundiais ganhavam um milésimo do que ganham os atuais atletas, mas jogavam com o principal objetivo de se divertir e honrar as cores de sua pátria, não de engordar as contas bancárias.

         Quando este espírito ressurgir, me avisem. Aí acho que volto a gastar meu tempo em frente à televisão, para ver atletas vestindo a camiseta de seu país como manifestação patriótica, lúdica e abnegada.

         Digo e não me arrependo, tanto que escrevi e não renego a escrevinhação.

        

domingo, 28 de junho de 2026

Combate ao Radicalismo Dualista - 28 de junho de 2026

 




 

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O BLOGUEIRO ESTÁ VENDENDO A CHÁCARA - Detalhes na parte superior da coluna à direita.

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                                Os Donos da Verdade

 

         Há uma certa corrente política, talvez até duas, que se intitula e se nomeia dona absoluta da verdade.

         Dias atrás,  sujeito pertencente a uma delas achou-se no direito de classificar os que não comungam com suas ideias como “falso isentão”. Isto é, para o filósofo e cientista político de porta de açougue, quem se diz moderado, quem  combate os erros e admite os acertos tanto da direita como da esquerda, na realidade, se afirma não ser “lulista” é porque, na mente de dito sujeito cujo nome não cito para não dar destaque imerecido, o referido “não lulista” é “bolsonarista”.

         Não sou “lulista” e os que me conhecem há muito tempo sabem que também não sou bolsonarista. Sou centro-esquerda, mas não posso esquecer que, por estranha coincidência, os dois piores escândalos de corrupção que tivemos no Brasil ocorreram quando os lulistas (esquerda, portanto) estavam no poder. E abro um parêntese para dizer que conheci pessoalmente apenas um pertencente à corrente do “Nove Dedos” que, quando ocorreu o “Mensalão”, desfiliou-se imediatamente do PT, por não aceitar aquela barbaridade.

         Sou Brizolista, com orgulho, mas, se me provarem que Leonel de Moura Brizola também era corrupto, no mesmo momento deixarei de cultuar a memória do governante que mais fez pela educação no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. Ou me arrumem um outro governador que, nas mesmas condições de escassez de recursos, no final da década de 1950, início dos anos 60 plantou nos mais afastados rincões do chão gaúcho seis mil e trezentas escolas, as famosos “Brizoletas”.

         Por onde ele andou, sempre defendeu com unhas e dentes nossas crianças e o investimento primordial em Educação.

         Pois bem, cidadão dono da verdade e lulista: não me recordo de haver passado a ti uma procuração para que me nomeasse, duma hora para outra, como bolsonarista.

         Como diria o Jânio Quadros: não sou-lho! (Como Jânio era perfeccionista da língua portuguesa, o certo seria não o sou, mas aí teríamos um cacófato ...)

         Como vou ser bolsonarista, quando o homem, enquanto dirigia o país, ficava fazendo piadinhas com o sofrimento das vítimas da Covid e a dor dos que, como eu e como boa parte dos brasileiros, perderam amigos e familiares naquela pandemia?

         Quem não sabe que o homem é destrambelhado na hora de abrir a boca.

         Mas, em contrapartida,  me digam quem foi que, na realidade, implantou o PIX no Brasil, em 2020? Alguns dirão que a ideia surgiu no Governo da Presidenta Dilma, ou seria Presidente Dilme? Pode ser que seja isto seja verdade, mas por que ela não implantou esta forma de pagamento? Seria medo de enfrentar o sistema bancário?

         É um dos casos em que se deve dar o braço a torcer. O presidente que seguidamente falava de forma quase inadmissível a uma autoridade tão elevada, também fez coisas boas. Pena que desmanchava com a língua o que fazia com o cérebro ...

         Este radicalismo exacerbado que tomou conta do país, em que algumas “mentes privilegiadas” se acham no direito de jogar toda a população em apenas duas panelas, a dos lulistas e a dos bolsonaristas, não leva a lugar algum. E mesmo que leve, por que não pode haver um outro caminho, um outro modo de ver e administrar este país-continente?

         Não sou bolsonarista, não sou lulista e me reservo o direito de ser assim até quando eu quiser, por minhas convicções, coerência e formação moral e política.

         Sem a interferência e qualificação de algum filósofo, intelectual, ou cientista político de meia tigela, formado em algum curso feito pela telepatia da internet.

         E mais não digo porque não quero e me reservo o direito de não querer ...

         28 de junho de 2026.

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terça-feira, 23 de junho de 2026

Confirmou-se a Massa de Ar Polar - 23-06-2026

 

   Amanhecemos com três graus, o vento Minuano soprando, conforme se vê pela "biruta" quase na horizontal, na foto da paisagem, à direita.
   Ainda bem que temos bergamota ...







Tchê, que inverno mais gelado!

Congela até pensamento.

Lhe conto, já não aguento

Esse andar entrouxado.

Me sinto pingo maneado.

Isso não é bom pra mim.

O causo é bem assim:

Na hora de desaguar,

Quase chego a me molhar

“Percurando” o bigolim.


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                    VENDA DE EXCELENTE CHÁCARA
   Ver detalhes na coluna lateral, à direita. 
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domingo, 7 de junho de 2026

Maus-tratos a Animais em S. Vicente do Sul

 


Bastante decepcionado com os acontecimentos na pequena S. Vicente do Sul, onde, segundo falam, houve torturas brutais contra animais (gatos). Informam que, em rituais malignos chegaram, inclusive a colocar gato vivo em forno micro-ondas, anexo um vídeo com minha pajadinha sobre o caso.


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sábado, 6 de junho de 2026

Espelho Líquido 06-06-2026



 

    Ontem, sexta-feira, dia de corre-corre no trabalho, mas o "Lambe-Lambe-Retratista" não resistiu à beleza do espelho líquido na saída da Chácara. 

   E o piloto escondido no peito ficou "babando" por ter um teco-teco disponível para fazer uma arte e tocar os pneus na água. No voo que fiz há alguns anos, não me atrevi, por causa do ventinho e das marolas, como se vê no vídeo. (Em baixa resolução, pois a internet daqui não comporta uploads pesados.)

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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Salvação para o Frio - 22-05-2026

 Vai o frio se encordoando.

“Oigalê” inverno feio.

Será que não “hay” um meio

Dele ir se afastando?

O velho tá encarangando,

Mas que sorte mui marota:

Dois carpins antes da bota;

Continua a tremedeira.

O que alivia a porqueira

É que temos bergamota ... !!!




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sábado, 18 de abril de 2026

Outono Esburacado - 18-04-2026

  Como todos sabemos estamos em plena colheita, final do arroz e a pleno com a soja. 

  Claro que os produtores esperam  estradas, pelo menos, em condições razoáveis. Não é o que acontece com a estradinha que vai até a casa do blogueiro. Antes de chegar lá, passa por quatro pequenos produtores. Como se vê pelas fotos, carro pequeno ainda passa, mas, basta apenas mais uma chuva de média intensidade, para ficarmos todos isolados, literalmente sem saída. A soja deve apodrecer nas lavouras? Já não bastam as chuvas e garoas intermitentes?

   É bom esclarecer que esta situação não é de agora e que já fizemos vários pedidos de providências. 

   Segue um videozinho sobre o assunto. Tem que ser em baixa resolução pois nossa internet é limitada.



   

segunda-feira, 16 de março de 2026

16 de março de 2026 - Drrota do Inter em Casa - Estupro de Criança em S. Pedro do Sul

 ETERNA BUSCA

   Prossegue o "procuramento"


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Crime Hediondo em S. Pedro do Sul - Padrasto Estuprava Enteada Desde os Dez Anos

   A notícia em si, todos já devem ter visto. Por isso blogueiro visa mais comentar e manifestar sua revolta e repúdio.

   Todos sabem que no sistema prisional há uma regra, sempre obedecida: os estupradores recebem corretivos que nenhum meio oficial aplica. Consta que recebem o mesmo tratamento que  dispensavam às suas vítimas. Não se quer defender os aplicadores da "Justiça com as próprias mãos", mas este é um dos poucos casos em que não existe impunidade  para o criminoso e, contraditoriamente, não é o Estado o aplicador da Lei e o defensor da sociedade. 

    Há um tabu quanto a pena de morte. Claro que houve erros judiciais no passado, onde inocentes acabaram mortos. Agora, em casos onde a culpa fica cristalinamente comprovada, este crime mais do que hediondo, que vitima crianças ou mulheres indefesas, não merece abrandamento na aplicação das penas. Os contrários à pena de morte, alegam que defendem a vida. Defender a vida é uma coisa: defender quem, em muitos casos, matou para satisfazer seus instintos bestiais é defender a vida? E a vida duma criança morta não vale nada?

   Neste caso o criminoso não matou a vítima, até porque, supõe-se, pretendia continuar no seu procedimento brutal, ameaçando a vítima de morte.

   Não conhece o blogueiro um único caso de estuprador que se haja regenerado. Ao contrário, quando surge um novo crime destes, antes mesmo de que se haja prendido o  lixo que envergonha a raça humana, não digo animal para não ofender os bichos, já se sabe: em quase todos os casos, foi cometido por um foragido ou condenado anteriormente pelo mesmo delito, mesmo que já haja cumprido a pena.

   O mais triste neste caso é que, segundo foi noticiado, quando a vítima apresentava sintomas de desajuste pelo trauma, a própria mãe chegou a afirmar que preferia que a menina (entre os dez e treze anos) saísse de casa e não o estuprador. Mulher que prefere um homem a uma filha inocente, para mim envergonha todas as mulheres e mães. 

   O caso somente foi descoberto pelas professoras da escola onde a vulnerável estudava. 

   O triste é que continuaremos vendo estes crimes seguidamente. 

   Os autores, mesmo sabendo que na cadeia receberão o mesmo tratamento que deram às vítimas, continuarão soltos por aí, rindo da sociedade, de suas vítimas e das pessoas de bem. 

   Se alguém souber de uma solução, em que se trate este tipo de gente com  bondade, gentileza, tentativa de reeducação, que se manifeste. E, por gentileza, cite e prove que conhece casos em que este tipo de monstro regenerou-se. 

   "Quanto mais conheço os homens, mais estimo os animais."

    Alexandre Herculano.

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domingo, 8 de março de 2026

Dia Internacional da Mulher

 


 

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                                    O Tempo Passa

 

            Quando a gente é jovem, a impressão que nos domina é a de que somos eternos, inatingíveis, insuperáveis e os escolhidos pelos deuses do Olimpo para realizar todos os nossos sonhos.

            Aos poucos a vida vai nos ensinando que não é bem assim. Raros sonhos conseguimos realizar, as conquistas planejadas, parece que conseguem sempre conseguir uma certa dianteira sobre nossa caminhada.

            Felizmente o ser humano, na maior parte dos casos, insiste na crença de que uma hora vai dar certo.

            E, às vezes, dá.

            É o caso dos pilotos. Se não, vejamos:

            Todos sonhamos em ter a vida dos pássaros, mas eles são mais felizes porque já nascem com asas. A única asa que temos é a do desodorante vencido ...

            Há os privilegiados que nascem em berço de ouro, onde os pais podem abrir caminho com seu apoio financeiro. Os “Lambe-Lambe-Retratistas”, coitados, têm que fotografar muito casório, batizado, formatura, passar noites sem dormir cobrindo tais eventos para, ao final de duas semanas, conseguir uns troquinhos extras e voar uma horinha para acrescentar à Caderneta Individual de Voo. Quando consegue voar de novo, já perdeu a embocadura do treinamento anterior e assim o brevê parece que, em vez de se aproximar, abre mais distância do infeliz candidato a Ícaro.

            Mas, uma coisa é verdade: quem foi atacado pelo vírus da aviação, tem na própria doença o remédio que lhe dá forças para insistir. E a perseverança, depois de longo tempo acaba sendo premiada. Um belo dia o instrutor, ao final da missão informa: te prepara, no próximo voo vamos checar.

            São dias e noites de enorme expectativa: a boa – saber que o sonho de ser piloto está ao alcance do braço, melhor dizendo, do pé e mão – e se eu ficar nervoso, se errar alguma manobra, me apavorar e pedir para retornar e checando noutro dia?

            Mas o homenzinho não se entrega e encara o desafio de peito aberto, mãos tremendo e sovaco derrotando zorrilhos de tão fedido. Até hoje acho que meu checador, o Pizzato, brevetou-me para não ter que suportar a fedentina outra vez ...

            E, quando vimos, apesar das dificuldades, somos pilotos.

            Cada um segue seu caminho: um vai ser Piloto de Linha Aérea, outro escolhe a Executiva, os que buscam fortes emoções – Aviação Agrícola e, uns que outros vão voando aqui, voando ali em aviões alugados,  um dia resolvem comprar um ultralevezinho básico e saem a fazer fotos por este mundão sem fim.

            Não há vacina que previna o ataque do vírus aéreo. Inoculado no organismo do infeliz, este fica condenado a sofrer da doença até que voa num cockpit meio estranho, apertado, na horizontal, sem asas e sustentado, não por reações aerodinâmicas, mas pelo emocionado adeus de amigos e familiares.

            Enquanto este dia não chega, a grande maioria dos pilotos é, de fato, uma classe privilegiadíssima. Conseguimos olhar nossos semelhantes e o mundo, quase  sempre de cima. Sabemos que somos invejados e não somos egoístas: vivemos tentando trazer para nosso mundo  outros amigos, parentes e, até mesmo, estranhos. Talvez porque saibamos que são raros os que têm o privilégio de voar até seu último dia e alguém deve ocupar nosso lugar.

            Voar, exige raciocínio rápido, coragem, decisão, atitude, reflexos agilíssimos, movimentos coordenados e precisos. Infelizmente a mãe natureza nos dá uma cota destas qualidades. À medida que o tempo escorre, vamos gastando nossas reservas, mas não nos damos conta ou fazemos de conta que não nos conscientizamos ...

            Este manicaca, um belo dia sofreu uma pilonagem, quando estava há alguns dias de completar o ciclo onde a gente passa a ser chamado de idoso.

            Era um dia de Vento Norte, fortezito, de quarenta e cinco graus, a estibordo. Quando vi, o tequinho deu uma guinada forte para a esquerda. Dei um motorzinho, realinhei a nave e fui para o toque final. Que se realizou duma forma toda escalafobética: quando o trem esquerdo tocou o solo, um outro ser assumiu o comando e o Kitfox deu outra  guinada, esta violentíssima e perdi o comando direcional totalmente. A tal guinada para a esquerda desequilibrou o aviãozinho de tal forma que a asa direita bateu com tanta decisão no solo e, com nariz e asa freando, não deu outra: pilonamos.

            Não houve dano pessoal maior do que a troca de cueca e saí do meu pouso invertido me xingando de tudo e mais um pouco: “Velho burro, incompetente, não consegue dominar um teco-teco com um vento que nem é tão forte assim.

            E me desmoralizava por mim próprio.

            Aí chega um cidadão, que estava ajudando na poda do arvoredo da chácara e fala:

            - Seu Vilsom, o senhor viu que perdeu o pneu esquerdo?

            De fato, o dito resolvera correr na pista e ir até o lugar onde se taxiava para o hangar, para diminuir o trabalho de resgate, talvez por um reflexo inconsciente, lá dele, pneu.

            Conto isto para exemplificar que, ao menos uma vez na vida me dei conta de que já não tinha os mesmo reflexos, embora a pilonagem fosse inevitável, pois a ponta-de-eixo se partira. E não houvera placaço. O pouso fora suave, tocando a roda direita (do vento) com suavidade levando o teco inclinado para evitar que o vento entrasse por baixo e dificultasse o domínio. Quando a sustentação terminou, era hora de tocar com o trem esquerdo, que tinha só o triângulo, tipo uma estaca,  para cravar com vontade na grama...

            O fato é que, como diz a música “a gente mal nasce, já começa a morrer!”

            Embora seja bom não entregar a rapadura, pode ser ruim insistir demais com o faz-de-conta de que ainda somos aquele guri que subiu no tequinho há décadas para o seu primeiro voo – o famoso em linha reta horizontal, ou quase ...

            A grande maioria dos pilotos só para quando realmente não dá mais. Parece que a vontade de continuar voando é maior do que continuar vivendo.

            Se isto é bom, ruim, nada disso, não tenho autoridade nem conhecimento para decidir. Mas um mosquito me cochichou estes dias que há uma hora em que temos de tomar a decisão: este foi meu último voo em comando.

            E até relembro do voo em que sofri uma pane de profundor, não total, mas que eu não sabia em qual momento ela se transformaria em perda completa do comando.

            “Seu burro! Há quanto tempo já devias ter parado! “

            Prosseguindo: “Se me safar desta e conseguir pousar com vida, nunca mais piloto um avião. Aqui mesmo nesta pista que, providencialmente está próxima da pane, desmonto o tequinho, ponho em cima dum caminhão e o transformo em pilas o quanto antes.”

            Pousei, descobri a quebra de uma peça de fixação, fizemos com a ajuda do dono da pista e seu filho uma improvisação para sempre, segura e reforçada.

Que durou dois anos e meio com, adivinhem qual piloto voando?

            Hoje, aos setenta e três invernos, estou quase que completamente convencido de que nunca mais comandarei um avião.

            Será?

            Contatem-me por whats, telefone, telepatia, etc. daqui a vinte anos.

            Prometo responder sem faltar com a palavra ou a verdade.

 

            Palma – São Vicente do Sul, 07/03/2026.