Com pesar comunico o falecimento, nesta manhã, da Tia Mimosa (Israelina Serres Bruck). Não será permitida a presença de aglomeração na cerimônia, pois o falecimento foi por complicações da Covid-19. À família nossas condolências e votos para que encontrem forças para enfrentar o difícil momento.
O internauta colabora
quinta-feira, 3 de junho de 2021
quinta-feira, 6 de maio de 2021
O Brasil Tem Jeito - Porto Lucena é Outro Exemplo
Porto Lucena é um pequeno município do Noroeste do Estado, com cinco mil e poucos habitantes. Apesar de ser uma comunidade pequena, dá um exemplo de boa administração e cidadania.
Em conversa com o prefeito Jair Wagner, ficamos sabendo que a comunidade colabora, seguindo as orientações de isolamento e higiene, muitos optando pela medicação preventiva. Em caso de contágio, a grande maioria opta pelo tratamento precoce.
Pode ser que o êxito alcançado não seja exclusivamente por estes motivos, mas o fato é que Porto Lucena é um caso raro e merece uma atenção de nossas autoridades. Será que a aplicação dos mesmos critérios em maior escala não pouparia milhares de vidas?
Outro fato que chamou a atenção do blogueiro foi encontrar o primeiro banheiro de praça que realmente pode ser usado.
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Olhando por fora, o usuário já tem uma ideia do cuidado com a higiene. |
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Piso e paredes impecáveis. |
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Pia, mictório, realmente limpos. Sabonete líquido e papel-toalha ... Onde se encontra isso em banheiro de praça no Brasil? |
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| O vaso corresponde aos demais itens. |
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| O papel higiênico é reposto e ninguém rouba. |
Esta última viagem, se não foi assim uma Brastemp, em termos de vendas, pelo menos trouxe a este blogueiro uma certa esperança e reforça a crença de que o Brasil ainda é um país viável.
Parabéns a estas duas comunidades da região Noroeste/Missões e os votos de seguimento neste caminho de união e cidadania.
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terça-feira, 4 de maio de 2021
Mato Queimado - Exemplo a Seguir - Atualização
Como se sabe, se não sabem, esclareço agora, o blogueiro-escrevinhador trabalha com fotos aéreas e vive viajando pelos quatro cantos do Rio Grande.
Nestas viagens vê de tudo um pouco. Coisas boas, mais ou menos, ruins e péssimas. Mas, paras espairecer um pouco do fantasma da Covid-19, hoje vamos falar de coisa boa.
O motorista de teco-teco, de drone e de carro andou trabalhando na região das Missões, onde, para muitos, surpreendentemente, não existe apenas pelo-duro. Há um grande colônia alemã, polonesa e em menor tamanho, de gringos ou italianos para os que não gostam de ser chamados de gringos ...
Pois tenho falado há muito tempo sobre um pequeno município, Mato Queimado, perto de Cerro Largo e S. Luiz Gonzaga.
Prestem atenção nos dados da Wikipedia:
Mato Queimado é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Sua população estimada em 2018 foi de 1.665 habitantes. Na região fala-se o ...
PIB per capita (IBGE/2008): R$ 12 959,74
Fundação: 16 de abril de 1996 (24 anos)
Clima: subtropical úmido
Municípios limítrofes: Cerro Largo, Guarani das ...
Captaram? Tem apenas 24 anos de emancipação. Agora olhem a sede da Prefeitura Municipal:
Quase igual à nossa sede administrativa, não é mesmo?
É, mas tem apenas mil e seiscentos habitantes. Assim, sobra dinheiro para construir. Pois é, mas a renda per capita mensal é de apenas mil e setenta e nove reais.
Ou as estatísticas estão muito erradas ou tem alguma coisa que não se consegue captar.
Ah, ia esquecendo: sabem como são as estradas municipais, na zona rural?
Podem ir sentando porque não vão acreditar: algumas são asfaltadas, muitas são calçadas - pedra irregular, mas calçamento e umas poucas são de terra batida. Só que a terra é muito bem batida, pois as estradinhas chegam a ser perigosas, uma vez que convidam a gente a acelerar, porque os buracos fugiram da região e o piso é até melhor do que as estradas calçadas, com a única desvantagem de fazerem poeira ...
Se não dá para asfaltar, se faz calçamento ... Igual à grande maioria dos municípios brasileiros ...
Claro que este milagre deixou o blogueiro intrigado e fui pedir a receita ao prefeito, Joaquim Bourscheidt.
"A receita é muito simples: não temos que, para conseguir votos, entupir a prefeitura com cargos desnecessários. Temos apenas pessoal suficiente para atender bem à população."
E prosseguiu:
"Nossa folha de pagamentos não ultrapassa os 35 % do orçamento. Outros 50% vão para a Educação, saúde, segurança, etc. Então sobram 15% e é com esses quinze por cento que conseguimos executar as obras e melhorias que todo o mundo crê que são feitas por milagre ...
"As obras são, quase na totalidade, feitas sem verbas de emenda parlamentar, pois como somos menos de 2.000 habitantes, poucos deputados lembram-se de nós. Destinam suas emendas para locais onde há mais retorno eleitoral."
No dia em que andava lá, vi uma coisa estranha: um carro com alto-falante convocando a população para, voluntariamente, agir como fiscal da vigilância sanitária e fazer um mutirão de combate à Covid-19? Não, de combate à dengue.
Claro que estão tomando todas as precauções quanto à Covid, mas esta é uma administração municipal que continua preocupada com os outros problemas de saúde, que não desapareceram, como quer fazer crer a grande mídia.
Mas que barbaridade, também ia esquecendo dum detalhezinho: sabem quantas pessoas já morreram, se feriram ou foram presas por brigas em razão das disputas eleitorais?
Claro que nenhuma e sabem por que?
Porque lá simplesmente não existe briga política. A comunidade se une e desde que o município emancipou-se, na década de 90, nunca houve dois candidatos a prefeito. Sempre candidatura de consenso.
Não sei se para a Câmara há briga como em certos municípios nossos conhecidos, mas acredito que não cheguem nem perto do radicalismo de nossas progressistas e civilizadas disputas eleitorais ...
Como se vê, um pequeno município, cuja base da economia é o minifúndio dá de 50 a 0 em outros de grande produção, elevada renda per capita e muito maior orçamento. Peguemos, por exemplo, outro município missioneiro, Tupanciretã: o maior produtor de soja do RS, renda per capita que é o dobro de Mato Queimado, tem estradas municipais capazes de demolir um carro ou caminhão em pouco tempo e nenhuma delas, que se saiba, calçada ou, ainda menos, asfaltada ...
Realmente, nem tudo está perdido: basta haver união, seriedade, esforço comum e trabalho.
domingo, 28 de março de 2021
O Ultraleve Kamikase do Pacheco
E mais futricava do que voava.
Num belo dia encasquetou que o seu ML
200, 300, 400, 401, sei lá, estava com algum problema de carburação. E mãos
à obra.
Desmontou o carburador, limpou,
assoprou, regulou e tudo o mais que uma furungação
de respeito exige...
Veio a hora da montagem que, para mim,
é a pior de todas: como mecânico desmontador, até quebro o galho, mas como
montador, sempre enfrento a famosa sobra de peças ...
Pois o Pacheco era um futricador mais
preparado: montou o carburador e não
sobrou peça. Infelizmente.
Após montado, nada restava, senão
colocar o carburador no ultraleve. Colocado, havia que testar o funcionamento.
Como o aviãozinho ficara um bom tempo
sem funcionar, a bateria se fora e o jeito era fazer pegar na manivela. O
improvisado mecânico aeronáutico passou à categoria de relojoeiro: dê-lhe corda ... E é bom esclarecer que ele
era dono de uma relojoaria.
O ML estava meio temperamental naquele
dia e não queria pegar. Ou queria preservar o dono.
Finalmente, quando o homem já estava
com o braço que nem o do Popeye de tanto dar hélice, o ML pegou.
Como todos sabem, neste tipo de avião,
ao se dar hélice, fica-se numa posição bastante perigosa, entre a dita e o
conjunto leme/profundor. Pois foi nessa
posição perigosa que o motor pegou a pleno, pois o novel especialista em
carburação montara alguma coisa errada.
Veio, então, a luta por segurar a
cavalaria do motor, que, no caso tinha comido muito milho e estava com energia
de sobra. Não deu outra: o avião foi mais forte e a traseira do ultraleve passou
por cima do apavorado mecânico que, por pouco não foi arremessado contra a
hélice girando a mil.
Avião é feito para voar e foi o que
aconteceu com o recém-consertado ultraleve. Horas e horas decolando, pousando,
cruzando pelos céus, que, no subconsciente da máquina, ficam gravadas todas as
dicas do piloto ou instrutor, e ninguém ignora que avião tem alma, vontade,
temperamento ...
Ganhou os céus de Gravataí o avião do
Pacheco.
Mas não pensem que decolou de uma pista em meio a
grande área deserta. O aeródromo além
de curto, cercado de redes elétricas e árvores, ainda tinha a “vantagem” de
estar rodeado por vilas na maior parte dos lados e, num outro, pela obra da GM.
Todos nós, pilotos, não resistíamos à
tentação de ver o progresso da primeira fábrica de automóveis a se instalar no
RS. Por isso o aviãozinho já sobrevoara várias vezes tal obra e, como ultraleve
também é bicho curioso, mesmo sem piloto, o ML encasquetou de ver a montadora.
Quando o Pacheco viu o avião rumando
para aquelas bandas, dizem que foi um tal de pegar-se com todos os santos
conhecidos e os que estão por ser canonizados. Se caísse nas instalações da
multinacional, mesmo vendendo tudo o que tinha, o homem teria de reencarnar um
montão de vezes, para pagar o prejuízo.
Dê-lhe rezar.
Ou por serem fortes as rezas, ou por
ter quase todo o avião alguma tendência, o aeromodelo criado a Toddy começou a
fazer uma curva.
Vendo as preces atendidas, o Pacheco,
homem reconhecido, começou a rezar pela graça alcançada.
O solitário brinquedo voador curvando,
curvando.
Quando o fervoroso cristão abre os
olhos, eis que um ultraleve kamikaze
vinha na final dum mergulho certeiro e mortal, bem na direção do seu amado
dono.
Que rezar, que nada. O Pacheco, mais o
seu Oly, o guarda-campo e guarda-sítio, correram para trás das colunas do
hangar, na esperança de não serem atingidos diretamente pela mortífera
aeronave.
O guerreiro invisível sabia muito bem o
que queria e prosseguia com os dois na alça de mira.
Foi um tal de pedir perdão dos pecados,
que os céus, donde vinha o perigo, tivessem piedade e acolhessem duas almas
cristãs no paraíso.
O Céu ou o Inferno deviam estar com
problemas de superlotação e, uma providencial rajada de vento bateu no leme da
máquina exterminadora.
O ultraleve recém-regulado, com motor afinadíssimo,
rendendo todos os hps possíveis foi, incrivelmente, estatelar-se numa lavoura de cana a apenas 100
metros da pista, mas ainda dentro do sítio de seu piloto, sem causar qualquer
dano a terceiros. Nem destruíra a GM, nem matara ou ferira os dezoito ocupantes
de cada uma das casinhas ou barracos das vilas próximas.
Dizem que, depois desse susto o Pacheco
furungava, mas, em carburador, nunquinhas.
O referido é a mais pura verdade e dou
fé.
terça-feira, 23 de março de 2021
São Vicente do Sul em Alerta.
Proporcionalmente temos o número de mortes por milhão de habitantes na oitava classificação mundial. Número trágico e alarmante.
São Vicente do Sul com apenas 8200 habitantes já chega aos 14 óbitos por Covid. Este índice é um dos piores do mundo, fazendo-se cálculo proporcional, considerando o número de habitantes. Atingimos 1.707 mortes por milhão.
O índice de mortos por milhão no RS é de 1483 mortes, também abaixo de nosso índice elevadíssimo.
O Brasil ocupa a 18a. posição em mortes por milhão de habitantes. Bem abaixo de muitos países ditos desenvolvidos. São 1.383 óbitos por milhão.* Use máscara sempre que for a local público.
* Lave as mãos ou passe álcool gel frequentemente.
* Evite aglomerações e estar próximo de pessoas que não sejam do núcleo familiar.
* Não espere os sintomas se agravarem para buscar atendimento médico.
domingo, 28 de fevereiro de 2021
E não abriram hospitais?
E não compraram caixões?
Não buscaram caminhões?
Nisso não falam mais
Os graúdos, maiorais.
Hospitais foram fechados.
Caixões tão armazenados.
Pra onde é que isso aponta?
Nós vamos pagar a conta
Desses maulas emplumados.
Que lá de riba, o Patrão
De tudo quanto é estância,
Extermine essa ganância
E, talvez, junto o ladrão,
Que do pobre rouba o pão.
Que os gatos no governo
Tenham por prêmio eterno,
O criar chifre e rabo
Pra sempre matear co' diabo
Nas profundezas do inferno!
...
Tem gente que não se emenda.
Maula que não tem jeito.
Isso não está direito.
É preciso que se entenda.
E que cada um aprenda
Que a vida é o bem maior,
Dom de nosso Senhor.
E o triste é que muita gente,
Ou por ruim ou descrente,
A ela não dá valor!
Enquanto chego a cambona
Mais pra pertinho do fogo,
Pro Patrão faço meu rogo:
"Me livra do tal Corona
Que deste mundo se adona!"
E apelo em última instância:
"Acaba com a arrogância
De quem dos outros não gosta,
Nem de si, e que esse bosta
Se afogue na ignorância!"
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