O internauta colabora

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sábado, 9 de setembro de 2023

Foto Panorâmica Aérea da Enchente do Toropi - 09/09/23 - 15 h



A foto acima é do Toropi. Como se vê houve uma pequena baixa no nível das águas.

 

                O surpreendente é a grande cheia do Tororoipi ou Tararaipi. 

            Existe a possibilidade de chegar a água vinda das cabeceiras e aumentar a inundação da várzea durante esta noite e amanhã. Depende do quanto choveu lá nos altos e se houve boa distribuição da chuva no decorrer do tempo. Pancadas torrenciais sempre causam mais inundação. 

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Fotos para Acalmar



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 E a chuva continua: 40 mm desde a tarde de ontem, sexta-feira, 08 de setembro. Confirmando nossas previsões de costeiro, o rio Toropi baixou um pouco, mas, é quase certo que a partir desta tarde as águas voltem a subir. Postagem feita às 09h e 20 min.

Dia amanheceu "garoento", mas há previsões de que o Sol apareça esporadicamente à tarde. Ao fundo vê-se que a várzea do Toropi ainda tem bastante água.

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Se o tempo permitir, à tarde faremos novo voo com o drone sobre a área atingida.

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

A Chuva não Deu Trégua

 A previsão confirmou-se e chegamos aos 55 mm na Palma. Na várzea do Toropi, numa avaliação visual terrestre, parece haver diminuído a área inundada. Deve ceder mais um pouco ainda, mas, como a região está encharcada e se choveu na mesma intensidade nas cabeceiras (Jari, Quevedos, cidade de Toropi) há possibilidades de termos uma nova subida das águas maior do que a verificada até quinta pela manhã. 

Continuaremos monitorando. Assim que diminuir a umidade, faremos novo voo de drone.

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quinta-feira, 7 de setembro de 2023

Evolução da Enchente do Rio Toropi - Terceiro Ciclone

 


  Em relação à foto de ontem, dia 06, 14 h, nota-se que houve pequeno aumento na área inundada à esquerda da BR 287  e maior aumento de áreas ocupadas pela água do lado de baixo do curso do Toropi. Talvez tenha havido represamento de águas no sistema dos rios Ibicuí-Jaguari-Santa Maria. Pela experiência do blogueiro como criado na costa do Toropi, as águas devem começar a baixar ainda hoje. Se as chuvas forem de média intensidade, para esta nova previsão, é quase certo que não teremos grande aumento no nível da cheia. 

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quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Terceiro Ciclone Extratropical Causa Enchente do Rio que já Iguala-se à do Ciclone Anterior


    Resta torcer para que as chuvas previstas para os próximos dias não sejam tão volumosas e venham escalonadas, não repentinamente, como aconteceu agora. 

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segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Senhores da Guerra

 Senhores da Guerra

Os senhores da guerra decidiram que também são os senhores da vida e os arautos da morte!
Os senhores da guerra decidiram que a paz é um alvo a ser abatido!
Os senhores da guerra decidiram que o sorriso meigo da menina-mulher deve ser apagado da memória de todos os jovens na plenitude de seu vigor físico, pois eles valem mais como anjos do ódio do que do amor!
Os senhores da guerra decidiram que conquistar a terra onde gerações e mais gerações cultivaram o trigo para alimentar seus filhos é uma estratégia de manutenção de poder, não um crime!
Os senhores da guerra, que se conhecem, se odeiam, já desperdiçaram suas vidas carcomidos pelo vírus da ganância, decidiram enviar para a morte certa os que recém despertam para a vida e para o amor!
Os senhores da guerra não querem mais crianças correndo nos parques, nos campos, subindo em árvores, cantando e gritando apenas pela alegria de estarem vivas!
Os senhores da guerra não querem que a humanidade veja o amanhecer de um novo dia sem o troar dos canhões!
Os senhores da guerra não querem ouvir a sinfonia dos pássaros cantando depois da chuva!
Os senhores da guerra querem ouvir o assobio mortífero dos mísseis que vão despedaçar corpos, vidas, planos e esperanças!
Os senhores da guerra não querem nos céus o passeio das nuvens, "esses cágados lentos" de Mário Quintana!
Os senhores da guerra não querem o choro dos recém-nascidos alegrando os corações dos pais!
Os senhores da guerra não querem que amigos atravessem as fronteiras e se abracem!
Os senhores da guerra não querem que a humanidade se ame, se ajude, se proteja!
Os senhores da guerra querem mais território, mais riqueza, mais produção, mais "podres poderes"!
O senhores da guerra, ah, os senhores da guerra: por que não morrem todos?
E no enterro coletivo dos senhores da guerra a humanidade cantaria, tocaria todo o tipo de instrumentos, dançaria e viveria um novo tempo, onde os senhores da guerra já nasceriam
todos devida e necessariamente mortos!
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domingo, 13 de agosto de 2023

Mais uma do Manicaca (Piloto "Barbeiro)

                Uma Viúva-Negra como Saco

 

            Pois o escrevinhador manicaca confessa que tem medo de cobra.

            Porementes, isso é só o começo: por um motivo ainda não esclarecido e por mais estranho que pareça, de aranha tenho verdadeiro pavor.

            Quando piá de campanha, várias vezes, do alto de meus nove, dez anos de idade, matei várias cobras cruzeiras de médio porte (dois a quatro palmos de comprimento) com modesta varinha de alecrim, arrancada do chão com a batata da raiz, que era usada como a arma fatal das tais cruzeiras.

            O pior desta história é que quando a gente contava para os adultos o que tinha feito, estes faziam de conta que repreendiam, mas num tom que era quase um elogio à coragem e eficiência do piazedo como exterminadores de animais peçonhentos.

            Mas sempre, ao ver uma aranha de porte médio para cima o pavor quase me paralisa.

            Em anteriores postagens já falei da minha precaução com os tequinhos aqui no hangar: como sempre me falassem que Creolina espanta cobras e aranhas, andava gastando quase que mais com o dito repelente do que com a gasolina dos voos. Coincidência ou não, dentro do perímetro isolado com o borrifamento de água e creolina, nunca encontrei cobra ou aranha.

            Mesmo com esses cuidados ainda me borrava de medo de, em pleno voo, descobrir a condução de uma passageira não convidada ...

            No preparo do avião, além do check-list convencional, acrescentava sempre o item: - célula livre de animais venenosos, inclusive aranhas.

            Sempre mantive o costume de, ainda que não fosse exigência regulamentar, usar capacete, pelo menos nas decolagens e pousos. Isso porque conheci muito caso de piloto que quebrou o focinho ou o material pensante ao bater o coco no painel ou outra parte do avião.

            Como “respeitador” de cobras e aranhas sempre checava a parte interna do chapéu protetor, abrindo o forro, para ver se não tinha algum ser comprido ou multipernado querendo voar de saco.

            Num belo domingo tive que fazer um voo meio comprido no famoso 15 Bis, uma cruza de Netuno com Kitfox, construída pelo Carlos Ramão Ledur, e motorizado com um prosaico motor Volks 1600, carburação simples. A não ser a potência meio bastante fracota, no demais o tequinho era muito bom. Excelente de comandos, estável para o peso e categoria.

            Saí aqui da pistinha da Palma, me larguei no rumo de Santiago e Bossoroca. Fui tirando uns retratos, como diz o Jader Dutra (Jajá) e já cheguei em Bossoroca com uma duas horas de voo.

            Hora de completar os tanques e pôr alguma coisa no bucho.

            Deu acaso que pousei na pista do saudoso Telmo Dutra bem no momento em que ele estava indo para casa, pois era hora de almoço.

            Rapaziada: nem lhes conto. Tive tanta sorte, que cheguei bem num dia em que se festejava o aniversário, ou do Telmo ou do filho dele.

            Era um domingo de muita sorte, aquele.

            Por uma questão de etiqueta tive que fazer hora depois do almoço, mas, lá pelas tantas, não dava mais para adiar a decolagem.

            - Telmo, me desculpa, a comida estava excelente, o papo melhor ainda, mas tenho um Rodeio para fotografar em Bossoroca e a hora de maior movimento lá está chegando. Pede para alguém me levar à pista.

            Pois homem parou tudo, pediu licença aos convidados e me largou junto ao tequinho.

            Gente hospitaleira era o Telmo. Lamentavelmente meses depois o enorme coração hospitaleiro inventou de falhar e o Telmo foi fazer voos mais altos do que os que sua aeroagrícola fazia na região.

            Como cheguei à pista em cima do laço, fiz um cheque apressado, apertei os cintos, coloquei o capacete e nos largamos, o 15 Bis e eu – só o risco e o fedor nos céus da Bossoroca, terra do Noel Guarani.

            Voava eu, feliz que nem mosca em tampa de xarope, grato pela churrascada, a manifestação de amizade do Telmo e o dia calmo e limpo para um final de voo tranquilo e gratificante.

            Ia tudo assim, senão quando sinto uma coceirinha entre o capacete e o coco.

            “Será que o anticaspa não está fazendo efeito?” pensei.

            Mas aí a coceira tomou o formato de perninhas se movimentando.

            Estava completa a desgraça: ou esse bicho me pica e o veneno me tonteia, fazendo perder os sentidos ou parte deles e não consigo mais pilotar ou mantenho a calma, mesmo cagado, tento tirar o capacete com caranguejeira, viúva negra ou sei lá que aranha gigante sem que ela injete o terrível veneno.

            Abri a janela para, caso conseguisse tirar o capacete sem ser envenenado, jogá-lo fora com aranha e tudo.

            Desafivelei, dei um jeito de ficar com o manche no meio das pernas e pilotar sem as mãos, o que, felizmente já tinha prática em fazer.

            Em cada lado do capacete uma das mãos, para ser rápido no arremesso do monstro que planejava me fazer de seu almoço.

            - Um, dois, três: saquei o capacete e já ia arremessando janela a fora quando a terrível viúva-negra se transformou numa rã que pulou para o parabrisa, onde ficou me olhando com uma cara mais assustada do que a minha.

            Acho que deve ter pensado: “Eu é que não fico neste avião cheirando  merda por duas horas”.

            E pulou pela janela.

            Nunca mais deixei o capacete no hangar e, mesmo assim, acho que levava mais tempo examinando a forração dele do que em todo o resto da rotina de preparo para um voo.



            13 de agosto de 2023.