O internauta colabora

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sexta-feira, 8 de setembro de 2023

A Chuva não Deu Trégua

 A previsão confirmou-se e chegamos aos 55 mm na Palma. Na várzea do Toropi, numa avaliação visual terrestre, parece haver diminuído a área inundada. Deve ceder mais um pouco ainda, mas, como a região está encharcada e se choveu na mesma intensidade nas cabeceiras (Jari, Quevedos, cidade de Toropi) há possibilidades de termos uma nova subida das águas maior do que a verificada até quinta pela manhã. 

Continuaremos monitorando. Assim que diminuir a umidade, faremos novo voo de drone.

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quinta-feira, 7 de setembro de 2023

Evolução da Enchente do Rio Toropi - Terceiro Ciclone

 


  Em relação à foto de ontem, dia 06, 14 h, nota-se que houve pequeno aumento na área inundada à esquerda da BR 287  e maior aumento de áreas ocupadas pela água do lado de baixo do curso do Toropi. Talvez tenha havido represamento de águas no sistema dos rios Ibicuí-Jaguari-Santa Maria. Pela experiência do blogueiro como criado na costa do Toropi, as águas devem começar a baixar ainda hoje. Se as chuvas forem de média intensidade, para esta nova previsão, é quase certo que não teremos grande aumento no nível da cheia. 

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quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Terceiro Ciclone Extratropical Causa Enchente do Rio que já Iguala-se à do Ciclone Anterior


    Resta torcer para que as chuvas previstas para os próximos dias não sejam tão volumosas e venham escalonadas, não repentinamente, como aconteceu agora. 

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segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Senhores da Guerra

 Senhores da Guerra

Os senhores da guerra decidiram que também são os senhores da vida e os arautos da morte!
Os senhores da guerra decidiram que a paz é um alvo a ser abatido!
Os senhores da guerra decidiram que o sorriso meigo da menina-mulher deve ser apagado da memória de todos os jovens na plenitude de seu vigor físico, pois eles valem mais como anjos do ódio do que do amor!
Os senhores da guerra decidiram que conquistar a terra onde gerações e mais gerações cultivaram o trigo para alimentar seus filhos é uma estratégia de manutenção de poder, não um crime!
Os senhores da guerra, que se conhecem, se odeiam, já desperdiçaram suas vidas carcomidos pelo vírus da ganância, decidiram enviar para a morte certa os que recém despertam para a vida e para o amor!
Os senhores da guerra não querem mais crianças correndo nos parques, nos campos, subindo em árvores, cantando e gritando apenas pela alegria de estarem vivas!
Os senhores da guerra não querem que a humanidade veja o amanhecer de um novo dia sem o troar dos canhões!
Os senhores da guerra não querem ouvir a sinfonia dos pássaros cantando depois da chuva!
Os senhores da guerra querem ouvir o assobio mortífero dos mísseis que vão despedaçar corpos, vidas, planos e esperanças!
Os senhores da guerra não querem nos céus o passeio das nuvens, "esses cágados lentos" de Mário Quintana!
Os senhores da guerra não querem o choro dos recém-nascidos alegrando os corações dos pais!
Os senhores da guerra não querem que amigos atravessem as fronteiras e se abracem!
Os senhores da guerra não querem que a humanidade se ame, se ajude, se proteja!
Os senhores da guerra querem mais território, mais riqueza, mais produção, mais "podres poderes"!
O senhores da guerra, ah, os senhores da guerra: por que não morrem todos?
E no enterro coletivo dos senhores da guerra a humanidade cantaria, tocaria todo o tipo de instrumentos, dançaria e viveria um novo tempo, onde os senhores da guerra já nasceriam
todos devida e necessariamente mortos!
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domingo, 13 de agosto de 2023

Mais uma do Manicaca (Piloto "Barbeiro)

                Uma Viúva-Negra como Saco

 

            Pois o escrevinhador manicaca confessa que tem medo de cobra.

            Porementes, isso é só o começo: por um motivo ainda não esclarecido e por mais estranho que pareça, de aranha tenho verdadeiro pavor.

            Quando piá de campanha, várias vezes, do alto de meus nove, dez anos de idade, matei várias cobras cruzeiras de médio porte (dois a quatro palmos de comprimento) com modesta varinha de alecrim, arrancada do chão com a batata da raiz, que era usada como a arma fatal das tais cruzeiras.

            O pior desta história é que quando a gente contava para os adultos o que tinha feito, estes faziam de conta que repreendiam, mas num tom que era quase um elogio à coragem e eficiência do piazedo como exterminadores de animais peçonhentos.

            Mas sempre, ao ver uma aranha de porte médio para cima o pavor quase me paralisa.

            Em anteriores postagens já falei da minha precaução com os tequinhos aqui no hangar: como sempre me falassem que Creolina espanta cobras e aranhas, andava gastando quase que mais com o dito repelente do que com a gasolina dos voos. Coincidência ou não, dentro do perímetro isolado com o borrifamento de água e creolina, nunca encontrei cobra ou aranha.

            Mesmo com esses cuidados ainda me borrava de medo de, em pleno voo, descobrir a condução de uma passageira não convidada ...

            No preparo do avião, além do check-list convencional, acrescentava sempre o item: - célula livre de animais venenosos, inclusive aranhas.

            Sempre mantive o costume de, ainda que não fosse exigência regulamentar, usar capacete, pelo menos nas decolagens e pousos. Isso porque conheci muito caso de piloto que quebrou o focinho ou o material pensante ao bater o coco no painel ou outra parte do avião.

            Como “respeitador” de cobras e aranhas sempre checava a parte interna do chapéu protetor, abrindo o forro, para ver se não tinha algum ser comprido ou multipernado querendo voar de saco.

            Num belo domingo tive que fazer um voo meio comprido no famoso 15 Bis, uma cruza de Netuno com Kitfox, construída pelo Carlos Ramão Ledur, e motorizado com um prosaico motor Volks 1600, carburação simples. A não ser a potência meio bastante fracota, no demais o tequinho era muito bom. Excelente de comandos, estável para o peso e categoria.

            Saí aqui da pistinha da Palma, me larguei no rumo de Santiago e Bossoroca. Fui tirando uns retratos, como diz o Jader Dutra (Jajá) e já cheguei em Bossoroca com uma duas horas de voo.

            Hora de completar os tanques e pôr alguma coisa no bucho.

            Deu acaso que pousei na pista do saudoso Telmo Dutra bem no momento em que ele estava indo para casa, pois era hora de almoço.

            Rapaziada: nem lhes conto. Tive tanta sorte, que cheguei bem num dia em que se festejava o aniversário, ou do Telmo ou do filho dele.

            Era um domingo de muita sorte, aquele.

            Por uma questão de etiqueta tive que fazer hora depois do almoço, mas, lá pelas tantas, não dava mais para adiar a decolagem.

            - Telmo, me desculpa, a comida estava excelente, o papo melhor ainda, mas tenho um Rodeio para fotografar em Bossoroca e a hora de maior movimento lá está chegando. Pede para alguém me levar à pista.

            Pois homem parou tudo, pediu licença aos convidados e me largou junto ao tequinho.

            Gente hospitaleira era o Telmo. Lamentavelmente meses depois o enorme coração hospitaleiro inventou de falhar e o Telmo foi fazer voos mais altos do que os que sua aeroagrícola fazia na região.

            Como cheguei à pista em cima do laço, fiz um cheque apressado, apertei os cintos, coloquei o capacete e nos largamos, o 15 Bis e eu – só o risco e o fedor nos céus da Bossoroca, terra do Noel Guarani.

            Voava eu, feliz que nem mosca em tampa de xarope, grato pela churrascada, a manifestação de amizade do Telmo e o dia calmo e limpo para um final de voo tranquilo e gratificante.

            Ia tudo assim, senão quando sinto uma coceirinha entre o capacete e o coco.

            “Será que o anticaspa não está fazendo efeito?” pensei.

            Mas aí a coceira tomou o formato de perninhas se movimentando.

            Estava completa a desgraça: ou esse bicho me pica e o veneno me tonteia, fazendo perder os sentidos ou parte deles e não consigo mais pilotar ou mantenho a calma, mesmo cagado, tento tirar o capacete com caranguejeira, viúva negra ou sei lá que aranha gigante sem que ela injete o terrível veneno.

            Abri a janela para, caso conseguisse tirar o capacete sem ser envenenado, jogá-lo fora com aranha e tudo.

            Desafivelei, dei um jeito de ficar com o manche no meio das pernas e pilotar sem as mãos, o que, felizmente já tinha prática em fazer.

            Em cada lado do capacete uma das mãos, para ser rápido no arremesso do monstro que planejava me fazer de seu almoço.

            - Um, dois, três: saquei o capacete e já ia arremessando janela a fora quando a terrível viúva-negra se transformou numa rã que pulou para o parabrisa, onde ficou me olhando com uma cara mais assustada do que a minha.

            Acho que deve ter pensado: “Eu é que não fico neste avião cheirando  merda por duas horas”.

            E pulou pela janela.

            Nunca mais deixei o capacete no hangar e, mesmo assim, acho que levava mais tempo examinando a forração dele do que em todo o resto da rotina de preparo para um voo.



            13 de agosto de 2023.

 

           

 

           


sábado, 15 de julho de 2023

Segundo Ciclone Traz Cheia de Média Grandeza ao Rio Toropi

  


   Aqui o segundo ciclone causou a primeira cheia significativa do rio Toropi em 2023. Nada alarmante ou trágico. Este tipo de cheia ocorre praticamente todos os anos. A experiência deste blogueiro diz que amanhã de manhã já estará baixando. 

   Nesta época as lavoura de arroz estão em fase muito inicial de preparo. A área alagada tem poucas plantações de soja e o gado vai para as partes altas. Prejuízos pequenos e recuperáveis. 

segunda-feira, 3 de abril de 2023

Em Busca do Paraíso

 

Em Busca do Paraíso

 

                  "Conheço piloto velho, conheço piloto louco, mas piloto louco e velho, não conheço."

            Quem é do meio aeronáutico conhece este ditado que, como toda a regra tem exceção. Uma dessas exceções, parece, é o escrevinhador. Afinal, já aprontei algumas, escapei de outras onde não aprontei, mas as panes me pegaram no contrapé.

            Mesmo com oito panes e as tais gracinhas pro diabo rir,  consegui ser um velho sex. Pena que agora isto passou e meu horímetro marca a década septuagenária desde agosto passado.

            Provado está que nunca regulei bem dos parafusos como piloto e que alcancei a tal idade provecta (que não sei bem o que seja).

            Como diriam os advogados, diante do exposto, conclui-se que o Lambe-Lambe é piloto velho e louco de atirar pedra pra cima ...

            Hoje, mais uma cutucada da onça com vara curta.

            Será narrada pelo Deoclécio, um peão do Alegrete, que já foi até piloto de corrida, e anda peleando para ver se faz o PP, pois agora encasquetou que vai ser motorista de aparelho. Este quera, criado pelos "galpão" é fruto da imaginação doentia do Lambe-Lambe, um retratista que se meteu a fotógrafo. Depois até Piloto Privado virou, além de aprontar poucas e boas com ultraleves e experimentais como Netunos, MLs, Mai, Kitfox(s), Pober Pixie e assim por diante. Ah, e o candidato a hospício às vezes inventava de ser piloto de prova de aviões experimentais construídos por amadores que nunca tinham pilotado, não eram mecânicos de avião, sequer de fusca. Claro que também foi parar no brejo ...

            Agora, com a palavra o Deoclécio:

            "Tchê, não sei se vocês se alembram daquele abostado retratista que cruzou este Rio Grande, parte de Santa Catarina, Paraná e, dizque, até pelo Uruguai andou se metendo nesse negócio de fazê image das fazenda.

            Pois bueno, teve uns tempo em que retrato aéreo dava uns pila e o maluco, que além de retratista é advogado -  andou ganhando uma causa das cuiúda. Com a guaiaca recheada o suficiente, não é que enlocô e se meteu a comprar um aparelhinho loco de especial, um tal de Quitefosse, Quitefosque, que lá sei eu, esses nome afrescotiado, coisa de americano.

            Isso foi lá pelos ano final de noventa, apruximadamente.

            Pois o bagual estava guardando o aviãozinho esse  nos galpão de Montenegro e inventou de ir a Bom Jesus, num Rodeio que tinha lá.

            Como o vento do nascente tava fortezito e ia sobrevoar zona de serrania braba, planejou escapar dessas tribulência dos cerro, subindo, subindo.

            E se foi a la cria.

            Se atracou a subir pra ver se aliviava os coice das tribulência.

            Era um dia quente e pra não forçar o motor do aparelho o índio foi subindo uns quinhentos pé por minuto. Subindo, subindo.

            Segundo conta ele, nada de se acalmarem as tal de tribulência ortográfica. Já estava em mais de quatro mil e quinhentos pé e o ventão comendo.

            Foi trepando, trepando. Ainda bem que pensara em pedir uma jaqueta emprestada pro tal de Ricardo, lá de Montenegro, pois era um dia de mais de 30 grau no Oroclube. Com a planejada subida, o tempo ia se pará fresco lá em riba, que o ar refresca dois grau a cada trezentos metro de subida, pra quem não sabe.

            Antes mesmo de cruzar o através de Caxias já andava nos oito mil e quinhentos pé.

            O Kistefoque pulando que nem cabrito.

            O infeliz do Lambe-Lambe bombeou o firmamento e viu que a altura máxima dos acúmulo não devia passá dos nove mil pé.

            Acima desses acúmulo - pensava o cabeça-de-vento, tem que alisá.

            Dez mil pé e nada de alisá. Os acúmulo cada vez aumentando mais de comprimento pra riba.

            Sô grosso de campanha, mas entendo um poquito de motor, pois lá na fazenda e granja do seu Ponciano a gente tem que fazer meio de um tudo. Por isso já tô ciente de que nas grimpa do céu o oxigênio é escasso. Não vivem falando esses locutor de jogo de bola que os atleta ficam meio grogue quando vão jogá nas cidades com mais treis mil metro de altura?

            O ar fica escasso pros vivente e pros motor. Até já vi os piá do Oroclube falando que lá em cima tem que regulá mistura.

            Mas o teco-teco do Lambe-Lambe não tinha essa tal de regulagem. Aí, dizem que o motor trabalha rico demais, pode lavá as parede dos pistão com o excesso de gasolina, faltaá lubrificamento e a porquera tá feita.

            Só que loco é loco e não tem o que acerte os parafuso dessa raça.

            O maluco sempre subindo, subindo.

            Só não subiu mais, sem regulage  das mistura, com risco de ele ficar mais abobado do que já é por falta de oxigênio e pela mesma causa o motor entregá os ponto,   porque se formô o tal acúmulo-nimbo bem em riba de Bom Jesus e não teve solucionamento que não fosse dar cara-volta para Montenegro.

            Dizem que esse tal de CB é o maior inimigo dos piloto.

            Pelo menos uma vez na vida salvou um maluco e seu tequinho, porque o sujeito estava a dez mil e oitocentos pé, sem máscara, voando solito (ah, e o desgranido tem tendência a pressão arterial baxa), quando teve que retorná e empeçá a descida, devagarito, para não refrigerar demais o equipo e congelá o carburador.

            E antes que me esqueça: o tal teco-teco não tinha camufla, aquele negócio que isquenta  o vento que entra no carburador.

            Veio descendo a duzentos e cinquenta pé por minuto, adespoi andava outro minuto nivelado, descia mais duzentos e cinquenta e ansim foi descendo, degavar nas pedra.

            Les pergunto: adonde já se viu um abostado subir pras grimpa do céu, sem nenhuma proteção priele nem pro equipo? Treis mil e seiscentos metro?!

            O piloto não tonteou por falta de ar, o motor não fundiu ou quebrou por mistura rica demais. Na descida não deu congelação no carburador. No mínimo treis cosa  pra dá errada. Não é causo de dá com um gato morto pela cabeça até fazê miá?

            Parece que deu certo.

            Não é fato que o macanudo já tá com setenta inverno, teve oito pane, duas de decolage, duas pilonage (que é quando o aparelho vira as pata pra riba, no chão - pra quem não é do meio oronáutico) e anda por aí, incomodando a patroa e os cinco leitor que ele tem nesse tal de blog?

            Pois de fato, acho que inté iseste piloto loco e velho ...

            Ala fresca, ia esquecendo que talvez nada tenha ocorrido com o loco esse porque o Bom Jesus ainda não queria ele lá nas altura ...!!!

            Era capaiz de se metê a besta e querê avoá mais alto do que todos os otros anjo ...

            Agora boembeiem comigo: se a treis mil e seiscentos metro já escasseia o  ar, quanto mais lá no Firmamento Eterno, que ninguém sabe o quanto tem de altura, somando os avoamento com os otro anjo subindo ainda mais, claro que iria dar porquera e causo o aprontador desse com as ideia no chão do Céu, ia ser um esparramo de bosta qual nunca houve ...

            Aí seria o causo de adatá o ditado: anjo velho e loco, difícil de achá ...

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    Tanto falam nesse tal de "digerível" que andou por aqui, mas o Lambe-Lambe fotografou esse aí, em Capão da Canoa, em 18 de março de 1995. Esse blog é documentação histórica ...

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Mais História


   Quem são esses dois aí? 

   Uma bala de hortelã (38) para quem acertar.

    Dica: eram franceses - Abril de 1990

   Curva 360° em espelho. 

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Sandro Lima e patroa no dia em que fez o primeiro pouso na sua pista.
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Se você tem uma história, aventura, sufoco, situação engraçada, dica, mande sua contribuição. Até lembro da história do Luques, que inventou de voar um agrícola no escurecer e foi parar numa estrada a quase 200 km da pista onde devia pousar. 

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